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Venda de produtos online: um guia para lucrar na internet

Está considerando a venda de produtos pela internet, mas ainda tem dúvidas sobre como começar? Estamos falando de um segmento…

Pegaki

18 de julho de 2022

16 min. de leitura

Está considerando a venda de produtos pela internet, mas ainda tem dúvidas sobre como começar?

Estamos falando de um segmento excelente, em acelerada expansão, e vale muito a pena buscar informações sobre ele neste momento.

Afinal, segundo aponta uma pesquisa (em inglês) da consultoria Marketing Signals, que mapeou o cenário de 1.253 empresas online que saíram do ar na Grã-Bretanha, nada menos do que 90% dos e-commerces naufragaram em um período de até 120 dias.

Entre as razões para o fracasso, destacam-se a falta de investimento em marketing digital e em conhecimentos básicos de SEO.

Quando se trata de empreender pela internet, há muita coisa em jogo.

Por isso, este guia foi feito para quem quer minimizar riscos na fase mais desafiadora de um negócio.

Continue lendo e saiba como superar os obstáculos de uma loja online em seus primeiros passos.

Venda de produtos online: um negócio rentável

Além da informação, o timing é crucial quando se pretende abrir uma empresa, seja pela internet ou fisicamente.

Nesse aspecto, o momento não poderia ser melhor para quem tem o objetivo de começar um negócio digital.

De acordo com uma pesquisa da eMarketer, publicada no portal Novarejo, o Brasil é um dos 10 países em que o e-commerce mais cresce.

Estamos à frente até de países como Inglaterra e Espanha, com um crescimento de 50,1% ao longo do ano de 2020, o dobro da média mundial.

No primeiro semestre de 2021, o país bateu o seu recorde de faturamento no comércio eletrônico, movimentando cerca de R$ 53 bilhões em seis meses.

Portanto, a hora de aproveitar para lucrar com vendas pela internet não poderia ser mais favorável.

Como é trabalhar com a venda de produtos?

Um dos fatores que atraem quem planeja empreender pela internet é a possibilidade de tocar um negócio de casa.

Sim, essa é uma possibilidade, e não são poucos os que têm sucesso trabalhando dessa forma.

No entanto, trabalhar de casa não quer dizer que o lojista ficará relaxado em uma cadeira de praia, em frente à piscina, enquanto a conta bancária vai engordando.

Também não significa que ele poderá trabalhar apenas em horário comercial e terminar seu expediente sempre na mesma hora.

O dia a dia de quem vende em e-commerce é bastante agitado, com muitos pedidos para tratar, envios para fazer pelos Correios (ou transportadoras), melhorias na loja, problemas para resolver, etc.

Isso se o lojista fizer o “dever de casa” e preparar-se para vender bem, é claro.

Afinal, os clientes não caem do céu, ainda que o negócio seja virtual.

Vantagens da venda de produtos na internet

Tudo leva a crer que o futuro do varejo está no comércio online.

Veja, por exemplo, este caso de um empresário que fechou duas lojas físicas em um shopping para vender exclusivamente pela internet.

Segundo a reportagem do programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, com as lojas físicas, ele vendia 700 peças de roupa por mês, com custos de R$ 40 mil mensais.

No e-commerce, embora as vendas tenham diminuído para 500 peças, os custos de operação caíram para apenas R$ 12 mil.

Ou seja, para uma redução no volume de vendas de 28,57%, houve uma redução de custos de 70%.

Esses resultados foram possíveis graças às diversas vantagens que só quem vende pela web pode aproveitar.

Conheça as principais delas a seguir.

Início (quase) imediato

Claro que nenhum negócio de sucesso começa da noite para o dia, é preciso um bom planejamento.

Contudo, na venda de produtos online, o tempo necessário para abertura de uma loja é muito menor, se comparado ao de uma loja física.

Se você tem um plano de negócios e já definiu os produtos e o seu nicho de atuação, pode abrir uma loja e começar dentro de poucos dias.

No modelo dropshipping, por exemplo, o início é praticamente imediato, já que o lojista só vai precisar montar a loja online, deixando a parte logística a cargo das marcas.

Baixo custo

Como vimos no caso do empresário que abandonou o comércio físico, os custos operacionais de uma loja virtual são muito menores.

Entre as despesas que deixam de existir estão os sempre pesados aluguéis, taxas condominiais e custos com pessoal de apoio, entre outros.

Por aí já se percebe o quanto se deixa de gastar para manter um negócio quando se opta por empreender pela internet.

Aliás, é o custo baixo que acaba por compensar as margens de lucro menores nos primeiros meses.

Não precisa de muita infraestrutura

Embora algumas lojas online contem com espaços destinados a estoque, na maioria delas, essa é uma parte da atividade que pode ser terceirizada.

Na verdade, a operação toda pode ser “fatiada”, deixando para o lojista praticamente apenas a tarefa de gerir o e-commerce e o relacionamento com o cliente.

Quem adere a um marketplace tem menos preocupações ainda, já que a parte do marketing é bastante facilitada pelas próprias plataformas.

Na maioria delas, o lojista pode até anunciar dentro dos próprios sites, aproveitando assim o tráfego gigantesco que eles recebem diariamente.

Mensuração de resultados

Ainda que também seja possível medir a performance no varejo físico por alguns indicadores, as ferramentas e recursos são bem mais limitadas do que no digital.

Plataformas como Google Analytics, Google Search Console e SEM Rush, entre outras, permitem medir os resultados com muita precisão em termos de tráfego e audiência por meio de diversos KPIs.

Como exemplo, podemos pensar em uma loja física na qual você sabe que a maior parte dos clientes é formada por mulheres entre 30 e 45 anos, mas ao passar para o online, descobre coisas muito mais específicas.

Pode ficar sabendo assim que esse público tem uma renda de determinada faixa salarial, mora majoritariamente em bairros nobres de grandes capitais e gosta de ler sobre moda praia, pets e culinária japonesa.

Percebe a diferença?

Variedade de canais

Ter uma loja própria pela internet é um bom negócio para quem prefere ter liberdade total ao planejar e criar seu próprio layout e soluções em vendas.

Porém, essa não é a única maneira de ter um e-commerce, já que existe uma variedade de canais de vendas que podem ser explorados.

O dropshipping, por exemplo, pode ser indicado para aqueles que não têm muito capital para investir ou que preferem começar mais rápido.

Por sua vez, os marketplaces têm se revelado uma opção muito vantajosa e, segundo o site E-commerce Brasil, a venda nessas plataformas vem crescendo acima da média.

Segmento que só cresce

Falando em crescimento, é indiscutível que o comércio eletrônico se encontra em um contínuo movimento ascendente.

Todos os números apontam para isso, tanto que nem mesmo no período pandêmico o e-commerce deixou de faturar alto.

Pelo contrário, a pandemia foi o cenário de um boom do e-commerce no Brasil.

Em 2020, por exemplo, o ticket médio dos marketplaces aumentou em 10%, se comparado com o ano anterior, de acordo com a pesquisa que mencionamos no tópico acima.

Em alguns setores, o crescimento foi realmente espetacular, como mostra um levantamento publicado no site da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM).

De acordo com esse estudo, os setores que mais faturaram foram o de beleza e perfumaria, com crescimento de 107,4%, seguido pelo de móveis (94,4%) e o de eletroportáteis (85,7%).

Logística facilitada

Em modelos como dropshipping, o lojista ganha mais espaço para pensar nas vendas porque a parte logística fica toda a cargo das marcas para quem vende.

Isso também acontece em alguns marketplaces que disponibilizam toda uma infraestrutura para fazer entregas para quase todo o Brasil.

Para quem começa, essa é uma vantagem e tanto, considerando os preços nem sempre atrativos de frete praticados pelos Correios.

Contando com uma rede de distribuição já consolidada e sob medida, parte desses custos são minimizados, sem contar a redução dos riscos nas operações.

Negócio escalável

Imagine que você tem uma loja física e decide expandir o negócio.

Para isso, precisará estudar uma série de fatores como possíveis novos pontos de venda, a viabilidade de começar em uma nova região e os custos de construir ou alugar uma loja.

São custos que, para a maioria das empresas, impedem o processo de crescimento, por serem quase proibitivos.

É diferente de uma loja virtual que, sendo online, vem a ser um modelo de negócio muito mais escalável, isto é, com uma viabilidade maior para crescer e expandir.

Isso sem contar que, no processo de expansão, um e-commerce pode contar com dados muito mais precisos para justificá-lo, minimizando os riscos ao começar uma nova etapa.

Como começar a vender produtos online

Em meio a tantas vantagens, é certo que, ao empreender pela web, você terá que enfrentar uma forte concorrência.

Assim sendo, é extremamente importante que você se antecipe, planejando o seu negócio da forma mais detalhada possível.

Além disso, vai precisar também investir em marketing digital para que sua loja possa atrair consumidores e gerar leads de forma sustentável.

Trata-se de um trabalho diário, mas que, com o tempo, pode ser bastante recompensador, se você direcionar corretamente seus esforços.

Confira então, na sequência, como dar os primeiros passos.

Defina os produtos

Como em todo negócio, o melhor nicho a explorar é aquele com o qual já temos alguma intimidade.

Portanto, se você gosta ou já trabalhou com eletrônicos, por exemplo, pode dar preferência para vender esse tipo de produto.

Mas se a sua “praia” é o ramo de beleza e cosméticos, então não deixe de aproveitar essa afinidade e experiência para lucrar nesse rico mercado.

O mais importante é que, ao definir o tipo de produto que vai vender, você escolha com conhecimento de causa.

Isso ajuda não só a criar descrições mais atrativas, como é fundamental para prestar um atendimento e suporte de primeira.

Escolha a plataforma

Se você prefere começar com um site próprio, precisará considerar que, nesse caso, estará por sua conta e risco, arcando também com o investimento em marketing.

É o preço que se paga pela liberdade de ação, o que não acontece quando a escolha é por um marketplace.

Neles, o lojista conta com todo um suporte, fundamental no início do negócio, quando ainda não há uma base de clientes formada e a loja não é conhecida.

Ao aderir a uma plataforma controlada por uma grande rede varejista, o novo empreendedor aproveita a reputação de marcas consagradas, reduzindo a desconfiança do consumidor.

Comece a fazer os envios

Embora alguns dos marketplaces forneçam uma infraestrutura para delivery, em boa parte deles é você quem terá que cuidar do envio dos produtos.

Essa é uma parte do negócio que deve ser tratada com bastante cuidado, começando pela seleção das regiões e cidades do Brasil para onde enviar.

Dependendo do local, os custos de envio pelos Correios podem ser até inviáveis, portanto, não deixe de fazer um planejamento, contemplando a área na qual pretende trabalhar.

Uma solução para enviar para todo o país a custos menores é o sistema de pontos de coleta, como os da Pegaki.

Consiste em uma rede de estabelecimentos comerciais cadastrados que atuam como distribuidores para o e-commerce, cobrando para isso uma taxa mínima de serviço. 

Invista em marketing digital

Não se pode esperar que, ao abrir uma nova loja, os clientes simplesmente apareçam do nada.

Para gerar tráfego e tornar sua marca conhecida, é necessário investir em marketing digital, com foco em SEO.

Uma parte desse esforço está no uso de palavras-chave que serão inseridas em textos, artigos e descrições de produtos para atrair pessoas que buscam por elas na internet.

Elas também devem ser inseridas em anúncios pagos, principalmente em plataformas como o Google Adwords.

Lembre-se que, em certos marketplaces, é possível explorar os recursos oferecidos pela própria plataforma, anunciando sua loja com destaque em posições de grande visibilidade dentro dos sites.

Trabalhe a descrição dos produtos

Digamos que você vende celulares e acessórios de telefonia, por exemplo.

Para começar a gerar tráfego, você precisará encontrar palavras-chave que coincidam com os produtos que vende, utilizando ferramentas como o Google Keywords Planner ou o Ubersuggest.

Se você vender carregadores, por exemplo, é possível que o termo “carregador para Samsung Galaxy J8 novo” seja interessante.

Essas palavras-chave devem ser inseridas nas descrições dos produtos, tal como mostradas pelas ferramentas de pesquisa de keywords.

O mais importante é que elas reflitam a intenção de busca das pessoas, de modo a atraí-las para a sua loja.

Use as redes sociais

As redes sociais são um dos canais mais efetivos para gerar tráfego, afinal, os leads (clientes em potencial) sinalizam claramente suas intenções por meio das interações.

É diferente de um site, em que uma visita nem sempre deixa uma “retribuição” na forma de curtidas e comentários.

Embora isso seja possível, nas redes sociais o potencial de engajamento é maior porque as pessoas já estão conectadas.

Por isso, não deixe de apostar na publicação de conteúdos em páginas no Facebook, Instagram, Twitter e Snapchat.

Além disso, não se esqueça do WhatsApp, que não é exatamente uma rede social, mas permite criar até catálogos na versão Business.

Cadastre-se em um marketplace

Como vimos, os marketplaces crescem vertiginosamente, mais até do que a média para o e-commerce como um todo.

Dessa forma, não é exagero dizer que essa modalidade representa o futuro do comércio eletrônico, principalmente para quem está começando.

Observe a concorrência

Não menos importante, é preciso monitorar a concorrência para saber o que ela anda fazendo e até para capturar ideias e insights para aplicar em sua loja.

Essa técnica, conhecida como benchmarking, é especialmente útil quando o lojista está dando os primeiros passos e precisa de referências para orientar suas decisões.

Vale também como estratégia de precificação, afinal, além dos seus custos, os valores praticados pela concorrência também pesam na hora de estipular o quanto você vai cobrar.

Como escolher a plataforma de venda de produtos

Destacamos algumas linhas atrás as vantagens e desvantagens das três principais modalidades de comércio eletrônico.

No site próprio, você ganha liberdade de ação, mas tem que arcar com custos mais altos.

Um dropshipping tem custos mínimos e início imediato, mas pode ter lucros reduzidos por causa das comissões.

O marketplace, por sua vez, revela-se mais vantajoso porque conta com as facilidades de um dropshipping, mas com margens de lucro mais altas, ainda que haja taxas a pagar.

Melhores marketplaces para vender produtos

Falando em marketplaces, opções não faltam para quem quer começar a vender.

Veja algumas das plataformas mais conhecidas e lucrativas:

Melhores produtos para vender na internet

Os setores com maior crescimento no e-commerce brasileiro nos dão pistas sobre os produtos com maior potencial.

Como vimos, o segmento de beleza e cosméticos é o campeão de vendas, seguido pelos móveis e eletroportáteis.

Listas de produtos mais vendidos em grandes marketplaces, atualizadas constantemente, como a do Mercado Livre, são ótimos sinalizadores para fazer a sua escolha.

Entrega: um ponto sensível da venda de produtos

Uma loja virtual depende de uma logística de entregas eficiente para continuar vendendo bem.

Esse é um dos pontos mais críticos para o sucesso, já que o valor do frete tem um peso muito grande na decisão de compra pelo consumidor.

Rapidez também é um ponto fundamental, exigindo do lojista grande capacidade de articular diferentes soluções em delivery.

Como entregar produtos vendidos pela internet

Basicamente, existem três alternativas para fazer entregas de produtos vendidos online.

A mais popular é a entrega via Correios, cujas taxas variam conforme o local de entrega e o tipo de serviço contratado.

Já as transportadoras privadas têm taxas que, em alguns casos, acabam por ser mais atrativas do que as dos Correios.

Finalmente, uma terceira opção para quem precisa reduzir custos e garantir cobertura mais ampla para todo o país é o sistema de pontos de coleta, e essa é uma alternativa que vale a pena destacar.

Venda produtos e conte com a Pegaki para entregar

No sistema de pontos de coleta, também conhecido como Pick Up & Drop Off (PUDO), os empreendimentos comerciais cadastrados são responsáveis pela entrega para o consumidor final.

Assim, a loja de conveniência do seu bairro se torna uma distribuidora, recebendo por esse serviço uma remuneração.

A Pegaki é quem faz a ponte entre o seu e-commerce, as transportadoras e esses estabelecimentos, ampliando a sua capacidade de entregas. Conheça nossas soluções, distribua seus produtos para todo Brasil e veja seus lucros aumentarem a um custo bem mais acessível!

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